terça-feira, 28 de julho de 2009

FÉRIAS

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Aberl Rodrigues de Bessas Júnior.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

PERGUTA

O DESPREPARO PARA A AUTONOMIA DA ESCOLA ESTÁ NOS EDUCADORES, NOS ALUNOS OU NOS PAIS?

POLÊMICAS DO NOSSO TEMPO

MOACIR GADOTTI

Escola cidadã
Estudo do livro “Escola cidadã”.
POLÊMICAS DO NOSSO TEMPO.
Moacir Gadotti

Abel Rodrigues de Bessas Júnior
educador
2009

Capítulo I
AUTONOMIA E NATUREZA
DA EDUCAÇÃO

Por que discutir hoje a autonomia da escola?
Porque discutir a autonomia da escola é discuti a própria natureza da educação.
A escola que está perdendo a sua autonomia também está perdendo a sua capacidade de educar para a liberdade. É a tese que pretendo defender. Discutir o tema da autonomia é discutir a própria história da educação, na medida em que podemos ver a história da educação, na medida em que podemos ver a história da luta pela autonomia intelectual e institucional da escola, associada à liberdade de expressão e de ensino. Embora não seja sempre o termo utilizado com freqüência, o seu conteúdo essencial encontra-se em toda história do pensamento pedagógico.
O debate atual da autonomia escolar enraíza-se no processo dialógico de ensinar dos primórdios da filosofia grega. No diálogo entre Sócrates e Menón acerca da questão “se a virtude podia ser ensinada”, numa praça de Atenas, o mestre Socrates insiste que o escravo Menón deve procurar, nele mesmo, a resposta. Educar significa, então capacitar, potencializar, para que o educando seja capaz de buscar a resposta do que pergunta, significa formar para a autonomia. A escola, no ideal de Sócrates, deveria instituir-se toda ela em torno da autonomia. Seu método: o diálogo. O discípulo é quem deve descobrir a verdade. Portanto, a educação é auto-educação.
A palavra “autonomia” vem do grego e significa capacidade de autodeterminar-se, de auto-realizar-se, de “autos” (si mesmo) e “nomos” (leis). Autonomia significa autoconstrução, autogoverno. A escola autônoma seria aquela que se autogoverna. Mas não existe uma autonomia absoluta. Ela sempre está condicionada pelas circunstâncias, portanto a autonomia será sempre relativa e determinada historicamente.
Podemos dizer que o educador humanista italiano Vittorino da Feltre (1378-1446) é um precursor da moderna escola anti-autoritária. Em sua escola chamada “La Casa Giocosa” (A Casa Alegre), numa época em que predominavam os métodos autoritários da escolástica, centrados no mestre, Da Feltre propunha métodos ativos com a participação direta dos alunos. Da mesma forma, as críticas satíricas de François Rabelais (1495-1553), aos métodos escolásticos, contribuíram para o desenvolvimento das idéias de “autogoverno” na pedagogia, idéias que influenciaram Montaigne (1533-1592), John Locke (1632-1778). Para Montaigne o problema da educação se situa no interesse do aluno pelos estudos que seria tanto maior quanto maior fosse a sua participação na escolha dos conteúdos.
O humanista Tcheco Jean Amos Comenius (1592-1671), como outros educadores modernos, enfatizava a importância da ação e da auto-atividade do aluno. Em Locke encontramos pela primeira vez na história do pensamento pedagógico a expressão “autogoverno” (self-goverunent de Locke tinha um sentido moral, de autodomínio. Já em Rousseau, a expressão “autogoverno” tem um sentido social-educativo. A pedagogia de Rousscau centra-se na autonomia da criança: a criança é um ser completo e perfeito como o adulto, dizia ele.
A Escola Nova se forma como novo paradigma educativo e encontra em John Dewey (1859-1952) seu expoente máximo, cujos princípios do “aprender fazendo”, “aprender pela vida” e “para a democracia” permanecem vivos até hoje. Além de Dewey, as obras de Maria Montessori (1870-1952), Pistrak, Jean Piaget (1896-1980) e Célestin Freinet, (1896-1966) consagraram os princípios da autonomia e auto-atividade do educando. Mas há perspectivas diferentes entre eles. A obra de Pistrak, por exemplo, insistia mais na auto-organização dos alunos, colocando a gestão das atividades educativas como um meio educativo fundamental.
Adolph Ferrière (1879-1960), grande mestre da Escola Nova, e Jean Piaget dedicaram diversos estudos ao tema da autonomia dos estudantes e da escola. Em L’autonomie des écoliers dans les communautés d’enfants, Adolph Ferrière, depois de um longo estudo das comunidades de crianças e adolescentes e de apresentar vários exemplos de escolas públicas que praticam o chamado self-government, conclui afirmando que “a vida social, bem como a moral, o sentido do bem e do mal na vida coletiva, não podem ser aprendidos a não ser na prática” (FERRIÈRE, 1950:143). Daí o papel importante da autonomia (self-government) no processo de “socialização” gradual das crianças: “a autonomia é uma preparação para a vida do cidadão, tanto melhor, quanto mais substituem nela o exercício concreto e a experiência da vida cívica à lição teórica e verbal”, afirma Piaget em seu livro pouco conhecido La autonomia en la escuela (PIAGER, 1950:26). Piaget adverte que a autonomia pode tanto formar para a “democracia parlamentarista” quanto para a “subordinação aos chefes”.
O tema da autonomia teve um papel crítico e mobilizador contra o poder instituído verticalmente, burocraticamente. Ao centralismo opunha-se uma prática social baseada na participação.
O movimento anti-autoritário na educação não é recente. Segundo Jesus Palácios a oposição às relações e métodos autoritários “tem por eixo central a exaltação da liberdade da criança e do grupo no qual a criança está integrada” (PALÁCIOS, 1984:14). A idéia de autonomia está sempre associada à idéia de liberdade. O movimento anti-autoritário na educação inaugura a diferença entre a Escola Tradicional (centrada no mestre) e a Escola Nova (centrada no aluno). Um dos mais importantes pedagogos anti-autoritários é o educador espanhol Francisco Ferrer Guardia (1859-1909), fundador da “Escola moderna”, racionalista e libertária. Outro educador, o inglês Alexander S. Neill (1883-1973), com sua experiência da escola livre de Summerhill toda a organização da escola era controlada pelos alunos. Segundo Neill, para que o autogoverno fosse possível, o professor deveria renunciar a toda forma de autoridade, a toda pretensão hierárquica, a todo tipo de dirigismo. Por outro lado, o terapeuta norte-americano Carl R. Rogers (1902-1987) transpôs para o ensino centrado no aluno deveria basear-se na empatia, na autenticidade, confiança nas potencialidades do ser humano, na pertinência do assunto a ser aprendido, na aprendizagem participativa, na totalidade da pessoa, na auto-avaliação e na autocrítica.
Foi a Escola Nova que levantou mais alto a bandeira da autonomia na escola, entendento-a como livre organização dos estudantes, autogoverno. Muitas experiências pedagógicas foram feitas nesse sentido, e a literatura existente sobre esse assunto é abundante. Todavia, o movimento da Escola Nova, que introduziu os métodos ativos e livres na educação enfatizou mais a autonomia como fator de desenvolvimento pessoal do que como fator de mudança social. Ela tem o mérito, porém, de evidenciar como a autonomia e o autogoverno fazem parte da própria natureza da educação. Como diz Olivier Reboul, “a autoridade é, sem dúvida, necessária para impedir a criança de prejudicar e de prejudicar-se; mas a educação não começa senão no momento em que cessa a autocoerção” (REBOLUL, 1974:52).
É a partir da Segunda metade desse século, com as críticas à educação como fator de reprodução social, que o tema da autonomia foi associado a uma concepção emancipadora da educação. Esse já é o capítulo da autogestão.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

CURRICULUM

RUA ALÍPIO JOSÉ DE SOUZA, 152 – LARANJEIRAS UBERLÂNDIA – MG
CELULAR - (34) 9983:6829

ABEL

INFORMAÇÕES PESSOAIS -
 Nacionalidade: Brasileira
 Idade 41
 Naturalidade: Montes Claros – MG
 Filiação: Maria Eleutério Rodrigues – Abel Rodrigues de Bessas

RESUMO DE QUALIFICAÇÕES -

Educador, professor, pedagogo, músico; especiazação em: métodos e técnicas de pesquisa em: música, alfabetização, literatura, educação especial, musicoterapia, meio ambiente e saúde (curso de extensão PROEX – UFU – eixo 3. 2008 e 2009) em andamento.

FORMAÇÃO -

Cursos: pedagogia, magistério e música.

OUTROS -

Cursos para formação e capacitação de profissional em ensino e outros na área empresarial – 544:30 horas.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL -

Martins Comércio Importação e Exportação LTDA.
Algar Call Center Service S/A.
Centro de Educação Especial Para Diagnóstico e Trabalho de Uberlândia.
E.E.Novo Horizonte.
E.E.Segismundo Pereira.
CEMUS do, re, mi.
Escola Municipal em Educação Infantil.
E.M.Professor Valdemar Firmino de Oliveira.
E.M.Sebastiana Silveira Pinto.
E.M.Professor Jacy de Assis.
E.M.Professor Domingos Pimentel de Ulhôa.



Abel Rodrigues de Bessas Júnior
educador

quarta-feira, 15 de julho de 2009

LEMBRANÇA...

PESQUISA DE CAMPO - CURSO MEIO AMBIENTE E SAÚDE - PROEX UFU.

Nascente percurso do córrego lobo voçoroca próximo ao córrego liso
Uberlândia, 14 de agosto de 2008.


Uma das grandes mudanças ocorridas na organização social deste século foi o acelerado crescimento das cidades. Esse crescimento desordenado traz sérios problemas para o espaço urbano principalmente no que se refere aos impactos ambientais causados pela urbanização como os loteamentos, impermeabilização, etc. Com o aumento do grau de urbanização aumenta também em proporção à degradação ambiental decorrente da concentração da população nas áreas urbanas.
Além das perdas referentes à devastação da vegetação natural gerando desconforto térmico e desarmonia paisagística, temos ainda a fuga da fauna local, e a interferência na dinâmica das microbacias hidrográficas urbanas tendo como principal conseqüência o desenvolvimento da erosão hídrica como ravinas, voçorocas e erosão marginal.
A cidade de Uberlândia - MG é um exemplo desse modelo de desenvolvimento, onde além da saída da população rural do campo observa-se também a vinda de habitantes de municípios vizinhos na busca de melhores condições de vida aumentando o seu contingente populacional sem uma planificação adequada.
Alguns estudos já foram realizados e indicam que a área urbana de Uberlândia está inserida em uma categoria de erosão com susceptibilidade erosiva moderada. Dentro desse contexto, é possível observar a ocorrência de processos de erosão acelerada na maioria das cabeceiras dos córregos não canalizados das microbacias urbanas (Córrego Lagoinha, do Óleo e Lobo), assim como em todo o município. Com o desenvolvimento dos processos erosivos (ravinas e voçorocas) pode-se observar a formação de bancos arenosos na foz das microbacias comprometendo a dinâmica fluvial do rio responsável pelo abastecimento de água para população. Essas voçorocas comprometem ainda a população que habita seu entorno, pois em alguns casos pode haver o solapamento do terreno, e algumas dessas voçorocas são usadas como depósito de lixo e entulho colaborando para o desenvolvimento, de animais peçonhentos, insetos e doenças epidemiológicas como dengue e cólera. Alguns estudos vêm alertando para este problema que se alastra pelo município tanto em proporções espaciais como na velocidade dos processos já instalados.
Com a expansão da malha urbana e, portanto a necessidade cada vez maior de espaços habitáveis, e a criação de uma legislação ambiental mais rígida, faz se necessário desenvolver estudos sobre a ocorrência destes processos em Uberlândia a fim de se fazer cumprir a legislação já existente e ainda apontar medidas preventivas e de contenção apropriadas.
Neste contexto, o objetivo geral deste trabalho foi identificar a ocorrência de processos de erosão hídrica na área urbana de Uberlândia. Tem ainda como objetivos específicos: verificar a relação do crescimento urbano com a degradação ambiental, identificar as áreas onde já estão sendo feitas medidas de contenção e analisar estas medidas. Com essa pesquisa foi possível entender melhor a dinâmica dos processos erosivos em todo município verificando e comparando seu comportamento em áreas rurais e urbanas.
Os estudos sobre erosão hídrica devem partir da análise da origem dos processos. Quando somente os resultados do processo erosivo são levados em consideração, quase sempre as medidas de contenção não são eficazes. Isso ocorre porque deve-se trabalhar no sentido de entender o fenômeno pela sua dinâmica processual e, a partir daí, trabalhar com essas origens a fim de estabelecer procedimentos para o controle o monitoramento de resultados.

Voçoroca do Córrego Liso
A sub-bacia do córrego Liso com seus afluentes localiza-se no setor urbano de Uberlândia, sendo o córrego Liso o principal curso em extensão dessa sub-bacia, que percorre no sentido leste-oeste com aproximadamente 5.000 metros de extensão, recebendo como afluente o córrego Buritizinho com 2.250 metros e o córrego Lobo (ou Carvão) com 1.500 metros de extensão. A sub-bacia do córrego Liso ocupa uma área aproximada de 14,60 Km 2, representando aproximadamente 7,73% da área urbana do município de Uberlândia. O caso dessa voçoroca já se apresenta de forma diferenciada do caso citado anteriormente.
Localizada na nascente do córrego Liso, essa voçoroca foi iniciada principalmente devido à ausência de planejamento no povoamento dessa área.
Nas décadas de 70 e 80 foram construídos vários conjuntos habitacionais na área (Jardim Brasília, Maravilha, Vila Satélite, Jardim Metrópole, etc.) Essas construções levaram a uma impermeabilização intensa e acelerada facilitando o escoamento superficial pluvial dando origem à voçoroca.
Além disso, também houve uma concentração das águas pluviais oriundas da região do entorno da ferrovia que passa naquele local. As baixas declividades facilitaram o povoamento. Ao longo do córrego observa-se a presença de solos hidromórficos sendo que as águas correm sobre uma face argilosa de arenitos ou de materiais alterados do basalto. Nas laterais pode-se observar a presença de ravinas também causadas pelo escoamento superficial pluvial.
A área de uma das nascentes do córrego Liso foi aterrada, sobre a qual passa rua Pedro Quirino da Silva. A situação ainda se agrava já que sobre esta mesma nascente havia até julho de 1998 uma Central de Entulhos, que apenas recentemente foi desativada. A área próxima à nascente atualmente encontra-se cercada, e uma parte dos entulhos foi retirada do local, mas a grande maioria ainda permanece, comprometendo assim a qualidade da água, do solo e da própria vegetação.

Algumas soluções para a contenção:
· realização de estudos geotécnicos dobre a área devido aos eventos de subsistência;
· continuidade da ocupação por chácaras incentivando a plantação de vegetação estabilizadora;
· obras de microdrenagem para a construção da água do escoamento superficial pluvial;
· seleção entre lixo e entulho nos casos em que este esteja sendo utilizado como método de estabilização.

Algumas técnicas de contenção de voçorocas
Outras técnicas poderiam ter sido utilizadas por prejudicarem menos o meio ambiente, porém o poder público optou por um método mais ineficiente, porém mais barato. Para a escolha de um método mais adequado de contenção é necessário analisar os dados relativos à dinâmica da voçoroca e à vazão em seu interior para então poder iniciar os projetos propriamente ditos.
Durante a elaboração dos projetos é importante lembrar que devido às alterações que ocorrem nas voçorocas os projetos precisam ser flexíveis para que as obras possam ser constantemente adaptadas. Deve-se ainda considerar que cada voçoroca é um caso à parte, daí a dificuldade de generalização de soluções. Os aspectos que devem ser contemplados em um projeto de contenção de erosão constam do disciplinamento das águas superficiais, disciplinamento das águas subsuperficiais e estabilização dos taludes da voçoroca.
No disciplinamento das águas superficiais deve-se captar as águas da chuva e do esgoto e conduzi-las até local adequado onde a energia dessa água possa ser dissipada. As estruturas criadas para a condução da água são formadas por canais ou tubulações dimensionadas à partir do cálculo da vazão das águas formando uma rede de galerias e emissários. Os materiais podem ser de alvenaria ou aço, porém deve-se prever um tempo de desgaste deste material. O conhecimento das características geotécnicas do terreno também é essencial, uma vez que toda estrutura deve levar em conta a topografia, o lençol freático, etc. O primeiro passo é o cadastramento da voçoroca para o levantamento de todas as suas
características. Para cadastramento sugere-se a utilização de uma ficha elaborada pelo IPT (1989) que contempla se modo geral as características básicas de uma voçoroca. Após o cadastramento da voçoroca parte-se para o disciplinamento das águas como foi explicitado anteriormente. Além da condução das águas é necessário dissipar sua energia para diminuir sua velocidade. Os dissipadores de energia funcionam basicamente através do impacto do jato d’água em um defletor vertical suspenso, através de vertedores em queda ou ainda estruturas mistas.
Os vertedores podem também ser acoplados a obras de represamento propiciando o assoreamento do fundo da voçoroca à montante do represamento. As obras de represamento constituem-se de pequenas barragens ou diques construídos no interior da voçoroca com a finalidade de reter a energia da água e promover o assoreamento. Os materiais utilizados podem ser madeiras, sacos de solo-cimento e de concreto. É necessário calcular bem o volume e vazão para não haver o subdimensionamento da obra.
O disciplinamento das águas subsuperficiais é um pouco mais complicado. A ação subsuperficial é a principal responsável pelo desenvolvimento lateral das paredes da voçoroca. . Quando a voçoroca atinge o lençol freático, os mecanismos de erosão são intensificados principalmente através da liquefação do material arenoso pela lenta percolação d’água junto à parede da voçoroca, ocorrendo a diminuição da coesão do solo e consequentemente solapamento do talude. Para a contenção deste tipo de processo o método mais eficaz já estudado é o dreno que pode ser de vários tipos como o dreno com material sintético geotextil, dreno cego e o dreno de bambu. (IPT, 1989)
Após o disciplinamento das águas, a fase seguinte é a estabilização de taludes que é feita geralmente através da revegetação dos taludes com espécies apropriadas. Depois de concluídas asobras é necessário um monitoramento técnico periódico para que todo o trabalho não seja prejudicado com a evolução natural da paisagem.
Durante a realização de trabalhos de campo foram realizadas entrevistas informais com moradores nas proximidades das áreas degradadas, principalmente nos córregos Liso, Buriti, Lagoinha e Óleo. Foi possível verificar que há realmente uma necessidade de se promover uma educação ambiental, pois a falta de informação faz com que as pessoas achem que a prefeitura, ao aterrar as voçoroca com o entulho esta “limpando” a cidade.
Porém quando se expõe a idéia de transformar as áreas degradadas em áreas de lazer a população passa a entender que existem outras possibilidades ecologicamente mais corretas que podem melhorar a qualidade de vida desta população. A idéia que a população tem sobre os aterros é de crescimento, evolução e desenvolvimento, porém, como as obras não são monitoras as áreas continuam desprezadas com o lixo e entulho depositados à céu aberto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A essência do planejamento ambiental urbano é a busca de máxima eficiência na ocupação do espaço, que deve, sobretudo, minimizar os custos sociais dos empreendimentos para uma realidade em constante mutação. Não se trata de otimizar soluções para um período relativamente curto como ocorre em uma obra de engenharia ou arquitetura. No planejamento, os critérios de otimização têm um caráter social e mudam com o tempo, em função das mudanças sociais e da interferência dos próprios planos.
Um plano jamais poderá ser considerado definitivo, o que nega a própria metodologia do planejamento, essencialmente dinâmica. Para elaboração de um planejamento ambiental mais eficiente e dinâmico é necessário que se leve em consideração a legislação ambiental nas várias esferas (federal, estadual e municipal), no que diz respeito a alguns pontos em destaque, como poluição, fontes poluidoras, a recursos hídricos e preservação de nascentes e remanescentes da vegetação nativa, observação da delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APP’s), e destinação de resíduos sólidos (lixo e entulhos).
Em termos gerais esta questão é parte de um processo maior que faz parte da ideologia predominante do modelo capitalista. Dentro do referido sistema, tudo pode ser vendido para a obtenção de lucro inclusive o meio ambiente e a qualidade de vida do homem.
A ausência de uma visão integradora tendo como unidade de planejamento a bacia hidrográfica compromete a qualidade de vida da população residente na periferia, já que a população mais abastada pode pagar para obter um certo conforto.
A cidade de Uberlândia necessita caminhar muito no que se refere à política ambiental essencialmente democrática, isto é, sem privilegiar somente algumas esferas da população.
Em resumo, a realização da pesquisa foi importante por possibilitar uma visão mais crítica sobre a realidade do planejamento ambiental e urbano. Também fica clara a necessidade de um maior envolvimento da população nas questões ambientais seja através de projetos de educação ambiental ou de associações de bairro que lutem por um meio ambiente mais saudável.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

DEZ MANDAMENTOS

A canção do AMOR

A MUSICOTERAPIA E/OU A MÚSICA COMO PROCESSO EDUCACIONAL

2010
1 – IDENTIFICAÇÃO

1.1 – TÍTULO:
A música como processo educacional.

2 – INTRODUÇÃO

“A música é a expressão da ordem e da simetria, pois penetra pelo corpo e pela alma do homem e lhe revela toda a sua personalidade”. Estas palavras de Platão servem para destituir a música de possíveis coisas dos tempos, de aura de novidades. Existem inúmeros relatos desde tempos remotos da sua atuação benéfica nas desordens psíquicas e motoras.
Após a 2ª guerra, a música foi utilizada nos hospitais e galpões com os enfermos e mutilados da guerra, a pedido dos médicos que convidaram os músicos para tocarem músicas que foram escolhidas, de acordo com seus gostos pessoais e para a ocasião. Os médicos observaram que os enfermos que ouviram músicas, se restabeleciam com mais rapidez em relação aos outros. E é a partir deste momento que surge, em 1950, a Terapia com música.
Este trabalho é realizado no Brasil, onde a música tem espaço na área escolar e seu estudo mais aprofundado com o objetivo de prevenção e aprendizagem, como forma de disciplina e criatividade e na descoberta de novos elemento do som. A área de atuação é extensa.
No entanto, a utilização da música como processo educacional, como aprendizagem e criação musical, constitui-se em um desafio para os educadores de forma geral e profissionais que atuam na área, devido à falta de informação e conhecimento das pessoas. A escassez de um método específico, de recurso material adequado, insuficiente e bibliografia na maior parte estrangeira, dificulta um melhor procedimento e entendimento.
A investigação e estudo do recurso material didático utilizado no procedimento escolar é de fundamental importância para o desenvolvimento e surgimento de um novo método específico para o profissional que atua nesta área, capaz de “resolver” determinados problemas e diminuir o tempo em questões banais devido a escassez de recurso material didático adequado e insuficiente, sendo este o objeto do estudo.
É o caso de se esperar que o estudo proposto possa dar luz à estes estudos como respaldo e subsídio para o conhecimento e desenvolvimento de novos recursos com a música.

3 – ESTRATÉGIA DO ESTUDO

3.1 – Justificativa
Ao realizar este estudo, considera-se:
· Tornar conhecido o método na formação do processo educacional com á música;
· Favorecer o ensino;
· Atender necessidade específica;
· Amenizar o estresse durante o processo educacional.



3.2 - Estratégia
· Criar e elaborar instrumento de música;
· Registrar o estudo;
· Audição de música instrumental, orquestrada, cantada, etc.
· Composição sonora.

4 – OBJETIVO

4.1 – GERAL
· Abranger investigação sobre a música e a cultura;
· Contribuir no processo educacional;
· Possibilitar a integração;
· Criação de música.

4.2 – ESPECÍFICO
· Tornar conhecida a importância da música no processo educacional;
· Transmitir ao educando um sentido de segurança, ordem e equilíbrio;
· Desenvolver ao máximo a potencialidade de atenção e concentração dos participantes;
· Criar oportunidade de vivência, realidade, contexto dos participantes;
· Ouvir música em um contexto educativo;

5 – ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
· No decorrer do estudo da música;
· Através de atividades;
· Através do registro;
· Através da observação;

6 – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

LIMA, Elcione de. A Contribuição da Música numa abordagem musicoterapêutica com pessoas portadoras de necessidades educativas especiais. Monografia apresentada no Curso Especialização em Educação Especial. Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia. 1993. E palestra proferida no Simpósio Brasileiro de Musicoterapia. Rio de Janeiro. 1997.

Abel Rodrigues de Bessas Júnior
educador

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O EFEITO DO SOM

Todo som traz um efeito imediato ou a longo prazo para o organismo.
Em nossa sociedade ele tem sido pouco observado pois se torna cotidiano os ruídos de carros, motos, ônibus, aglomerado de pessoas conversando ao mesmo tempo, etc...
Com o passar do tempo este som traz para todos incomodos que, muitas vezes só pode ser normalizado com uso de medicamentos.
Como estudante do efeito do som convido você a contribuir com seu meio no sentido de buscar o que lhe agrada aos ouvidos. Já que praticamente é impossível, em uma sociedade como a nossa, acabar definitivamente com o efeito devastador provocado pela poluição sonora.
Sempre que puder tenha o bom senso de usar um som agradável.
Bom som pra você!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Publicação - REVISTINHA (CORREIO DE UBERLÂNDIA)


Princípios para a vida
A Carta da Terra, ainda pouco conhecida pelos estudantes, é um documento importante que descreve atitudes necessárias e urgentes para que o planeta seja um lugar melhor, por isso é preciso divulgá-la e torná-la mais popular
Priscilla Melo - - ( )
Jornal Correio de Uberlândia - ( http://www.correiodeuberlandia.com.br/ )
Atualizada: 03/04/2009 - 15h10min
Um trabalho corriqueiro, aparentemente simples e sem grandes pretensões, porém com um enorme significado se for levado em conta os excelentes resultados conseguidos em um curto espaço de tempo. Bastou uma conversa rápida da reportagem do Revistinha com alguns dos alunos da Escola Municipal Professor Domingos Pimentel de Ulhôa, situada no bairro Santa Mônica, zona leste de Uberlândia, que desenvolveram junto com o professor Abel Rodrigues de Bessas Júnior um trabalho sobre a Carta da Terra no primeiro bimestre deste ano, para que tais resultados ficassem evidentes.

Onde trabalho

Escola Municipal Professor Domingos Pimentel de Ulhôa

A Escola Municipal Professor Domingos Pimentel de Ulhôa, situada no bairro Santa Mônica, é uma instituição que se compromete com um ensino inovador e de qualidade, desde o introdutório até a 8ª série; onde a produção de conhecimento e autonomia são os seus principais objetivos. Pois é através de um ambiente estimulante e propício,que se semeia o crescimento intelectual dos alunos . A escola oferece o Ensino Fundamental de nove anos, que vai do introdutório à 8ª série, distribuídos nos turnos manhã e tarde; sendo atendidos do introdutório a terceiras séries nos anexos e as demais séries na sede. Essa instituição é considerada uma referência de ensino por acreditar nas potencialidades de seus alunos, ao incentivar a integração entre conhecimento e vivência cidadã, sempre procurando atender às necessidades e as curiosidades deles. E graças ao empenho, amor e dedicação de cada um dos administradores, professores, funcionários e alunos que já passaram por aqui; é que essa escola, tem se destacado no ensino de Uberlândia, por sempre oferecer um ensino de qualidade.

MANDE E-MAIL

MANDE SUGESTÃO

4º princípio da "Carta da Terra"

4. Mantenha limpo o lugar onde você vive
- Economize água;
- Jogue o lixo no lixo;
- Procure manter todas as suas coisas em ordem;
- Separe o lixo seco do orgânico;
- Adote a idéia dos “três erres”:
Reduzir
Reutilizar
Reciclar

Coleta Seletiva de lixo. O que é isso?

Coleta seletiva de lixo é a separação do lixo que pode ser reaproveitado do que não pode ser aproveitado!
Existem materiais no nosso lixo que podem ser reaproveitados como: papéis, plásticos, vidros e metais. Estes materiais voltam para as indústrias para a fabricação de novos produtos.
Podemos e devemos ajudar o ambiente fazendo o reaproveitamento do nosso lixo através da coleta seletiva e da reciclagem.

O que é reciclagem?
Reciclagem é o reaproveitamento do material separado na coleta seletiva do lixo para ser novamente usado na indústria. Toda comunidade pode colaborar e mudar a história do lixo da nossa cidade, tornando-a um lugar melhor para se viver.
Lembre-se
Não jogue lixo em terrenos vagos. Assim você já está melhorando o seu ambiente.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nosso ambiente

CLIMA DE AMIZADE.
















O Criador

No sábado, dia 04/07/2009, apresentei para o grupo de formação continuada o trabalho que realizei na E.M.Prof.Domingos Pimentel de Ulhôa. No momento contei a história "O CRIADOR".
(PROEX UFU - CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA - MEIO AMBIENTE E SAÚDE - EIXO 3).
Aqui está a história.













































































quinta-feira, 2 de julho de 2009

2º PRINCÍPIO DA CARTA DA TERRA

"2. Sempre respeite estas três coisas:- A vida de todo e qualquer ser vivo;- Os direitos das pessoas;- O bem estar de todos os seres vivos;"
Esta semana aconteceu na Câmara Municipal de Uberlândia um debate sobre "pessoa portadora de deficiência". Na oportunidade fiz uma pergunta.
Disse:
Deficiente somos nós dito "normais". Estes, chamados de "deficientes" são pessoas portadoras de alguma dificuldade.
Perguntei: O que nós dito "normais" temos feito para, de fato, receber e/ou ajudar as pessoas escluídas?
Fica ai esta pergunta para nossa reflexão.